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Mǎtú Lǜchá
Mǎtú lǜchá · 马图绿茶
Mǎtú Lǜchá (马图绿茶, Mǎtú lǜchá) — «Chá verde da aldeia de Matu» — é um chá verde torrado de alta montanha originário da aldeia de Mǎtú (马图村, Mǎtú Cūn), município de Lónggǎng (龙岗镇, Lónggǎng Zhèn), condado de Fēngshùn (丰顺县, Fēngshùn Xiàn), cidade de Méizhōu (梅州市, Méizhōu Shì), província de Guǎngdōng.
Mǎtú Lǜchá (马图绿茶, Mǎtú lǜchá) — «Chá verde da aldeia de Matu» — é um chá verde torrado de alta montanha originário da aldeia de Mǎtú (马图村, Mǎtú Cūn), município de Lónggǎng (龙岗镇, Lónggǎng Zhèn), condado de Fēngshùn (丰顺县, Fēngshùn Xiàn), cidade de Méizhōu (梅州市, Méizhōu Shì), província de Guǎngdōng. Este chá possui uma linhagem revolucionária: em janeiro de 1929, o marechal Zhū Dé (朱德, Zhū Dé), comandante do 4º Corpo do Exército Vermelho, levou suas tropas a Mǎtú e presenteou os camponeses com 20 jīn (10 kg) de sementes de wūlóng de folha pequena (小叶乌龙, xiǎoyè wūlóng), trazidas do oeste de Fújiàn e originalmente destinadas a Jǐnggāngshān. Desde então, Mǎtú Lǜchá é conhecido como «Hóngjūn Chá» (红军茶, Hóngjūn Chá, «Chá do Exército Vermelho»). A aldeia preserva mais de 100 000 árvores de chá centenárias — um dos maiores maciços de plantas de chá antigas de Guǎngdōng. A técnica de «dupla torra — dupla enroladura» (二炒二揉, èr chǎo èr róu) é patrimônio cultural imaterial de Méizhōu. Teor de polifenóis: 33,83%.
1. Classificação e Origem:
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Tipo: Chá verde (绿茶, lǜchá), não fermentado. Torrado (炒青绿茶, chǎoqīng lǜchá). Formato — «sobrancelha» (眉形, méi xíng): folhas densas, levemente curvadas, de cor verde-acinzentada com penugem.
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Categoria: Produto com Indicação Geográfica Nacional da RPC (国家地理标志保护产品, 2014). Patrimônio Cultural Imaterial de Méizhōu (梅州市非物质文化遗产) — técnica «二炒二揉». Um dos «Oito Chás Famosos de Méizhōu» (嘉应八大名茶, desde 1984). «Chá do Exército Vermelho» (红军茶). Vencedor dos Concursos de Chás Famosos de Guǎngdōng: medalha de ouro no 6º concurso (2005), prata no 7º (2007), prêmio de qualidade no 5º (2002). Até 2023 — 12 000 mu (~800 ha), mais de 100 000 árvores centenárias, valor anual da produção de 200 milhões de yuans.
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Origem: China, província de Guǎngdōng (广东省), cidade de Méizhōu (梅州市), condado de Fēngshùn (丰顺县, Fēngshùn Xiàn), município de Lónggǎng (龙岗镇, Lónggǎng Zhèn), aldeia de Mǎtú (马图村). A produção se estende também às aldeias vizinhas de Píngfēng (坪丰), Jiāngkēng (江坑) e Sōngjiāng (松江).
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Coordenadas geográficas: Aproximadamente 24°05′ N, 116°10′ E.
2. História e Significado Cultural:
- História:
Dinastia Ming, período Dàoguāng (道光十一年, 1831). Primeiros registros documentados do cultivo de chá na aldeia: camponeses da localidade de Xià Zhāng Dàtánhú (下嶂大塘湖) plantaram 3 mu (~0,2 ha) de jardim de chá com variedade de folha pequena. Algumas fontes apontam o início da cháicultura no século XVI, indicando uma história de mais de 500 anos. Algumas dessas árvores sobrevivem até hoje.
1929 — Zhū Dé e o «Chá do Exército Vermelho». Em janeiro de 1929, o marechal Zhū Dé (朱德, 1886–1976) conduziu o 4º Corpo do Exército Vermelho até Mǎtú — uma aldeia montanhosa no ponto de encontro de Fēngshùn, Wǔhuá e Jiéxī. Ali ocorreram duas «Conferências de Mǎtú» (马图会议), que deixaram marcas na história do Exército Vermelho (além de Zhū Dé, estiveram na aldeia Zhū Yúnqīng (朱云卿), Luó Rónghuán (罗荣桓), Niè Róngzhēn (聂荣臻)). Observando a pobreza dos habitantes da montanha, Zhū Dé presenteou-os com um saco (20 jīn, ~10 kg) de sementes de wūlóng de folha pequena (小叶乌龙茶种), trazidas do oeste de Fújiàn e originalmente destinadas a Jǐnggāngshān. Em assembleia geral, conclamou os camponeses: «Plantem chá — fortaleçam a aldeia» (种茶兴农). O chá que brotou dessas sementes passou a ser chamado de «Hóngjūn Chá» (红军茶, «Chá do Exército Vermelho») ou «Variedade do Exército Vermelho» (红茶种, hóngchá zhǒng) — uma das poucas denominações de chá na China diretamente ligadas à história do Exército Vermelho. A canção «Erga uma xícara de chá de Mǎtú» (《敬你一杯马图茶》) foi repetidamente transmitida pela Rádio Central do Povo.
1954 — «Preço mais alto». A Associação de Chá de Guǎngdōng conferiu a Mǎtú Lǜchá o status de «chá verde com o preço mais alto de Guǎngdōng» (广东省绿茶类最高价格) — reconhecimento de qualidade excepcional.
Década de 1980 — declínio e renascimento. A produção diminuiu: após as reformas, cada unidade familiar passou a lidar com o chá de forma independente, sem coordenação. A recuperação ocorreu por meio do modelo «empresa + base + unidade camponesa» (公司+基地+农户): as empresas «Mǎshān Cháyè» (马山茶业) e «Mǎtú Cháyè» (马图茶业) reuniram recursos, padronizaram o processamento e introduziram o produto no mercado externo.
2002–2023. Vitórias nos Concursos de Chás Famosos de Guǎngdōng (2002, 2005, 2007). Em 2014 — obtenção da Indicação Geográfica e inclusão da técnica «二炒二揉» no inventário do patrimônio imaterial de Méizhōu. Até 2023: 12 000 mu, valor anual de 200 milhões de yuans. O chá é exportado para o Sudeste Asiático, onde desfruta de demanda constante entre a diáspora hakka.
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Nome:
- «Mǎtú» (马图, Mǎtú) — «Imagem de cavalos» (ou «Mapa de cavalos»). A aldeia chamava-se originalmente «Mǎtóu» (马头, «Cabeça de cavalo»): as montanhas circundantes lembram a silhueta de um cavalo com a cabeça erguida. Com o tempo, o nome transformou-se em «Mǎtú» — «imagem de cavalos a galope», refletindo a imponência da paisagem montanhosa.
- «Lǜchá» (绿茶, Lǜchá) — «Chá verde» — indicação direta da categoria.
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Significado cultural: Mǎtú é uma aldeia hakka (客家, Kèjiā), e o chá está intrinsecamente ligado à identidade hakka. Os hakka são um subgrupo étnico han, conhecidos pela laboriosidade, solidariedade de clã e preservação das tradições; Méizhōu é a «capital hakka» (客都, Kèdū). Mǎtú Lǜchá é um dos símbolos chaiseiros desse status. O «Chá do Exército Vermelho» simboliza não apenas a herança revolucionária, mas também o esforço camponês: as sementes doadas pelo marechal foram acolhidas, guardadas e transmitidas por gerações. A aldeia é também uma «antiga área soviética» (老苏区, lǎo sūqū) — território onde, nos anos 1920–30, foi estabelecido o poder soviético. Hoje, em Mǎtú, ergue-se o «Complexo Memorial da Área Soviética Central» — museu, praça do marechal, memoriais revolucionários integrados ao turismo do chá.
3. Descrição Botânica e Matéria-prima:
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Variedade / Cultivar: Principal — Wūlóng de folha pequena (小叶乌龙群体种, xiǎoyè wūlóng qúntǐ zhǒng), Camellia sinensis var. sinensis, variedade de população, arbustiva, folha média. Descendentes das sementes doadas por Zhū Dé em 1929 e de plantios anteriores (séculos XVI–XIX). Peso de 100 brotos (um broto + três folhas) — ~70 g. Polifenóis — 33,83% — um dos índices mais altos entre os chás verdes de Guǎngdōng. Complementarmente — cultivares introduzidos: Jīnmǔdān (金牡丹, Jīnmǔdān, «Peônia dourada») e Méijiān (梅尖, Méijiān, «Ponta de ameixa») — para linhas inovadoras.
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Colheita: Primavera — do Equinócio da Primavera (春分, Chūnfēn) até Qīngmíng (清明, Qīngmíng). Padrão — um broto + uma folha em estágio inicial de abertura (一芽一叶初展). O chá de outono é produzido em volume limitado.
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Árvores centenárias: Mais de 100 000 árvores de chá centenárias (das quais ~2800 mu formam o maciço de folha pequena tradicional) — reserva genética e fonte de matéria-prima para o grau superior. Um dos maiores maciços de plantas de chá antigas de Guǎngdōng.
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Graus (por altitude de cultivo):
- «Nuvem» de alta montanha (高山云雾茶, gāoshān yúnwù chá, 900+ m): Aroma de castanha, persistente, com «melodia de montanha». A partir de 120 yuans/500 g (até 3000 yuans/jīn para lotes premium de árvores centenárias).
- Média montanha (中山茶, zhōngshān chá, 700–900 m): Encorpado, menos aromático. 80–120 yuans/500 g.
- Baixa montanha (低山茶, dīshān chá, <700 m): De massa, cotidiano. 40–80 yuans/500 g.
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Linhas: Tradicional (folhas compactas, aroma de castanha e arroz) + inovadora «Agulha dourada / Agulha prateada» (金针/银针 — de brotos únicos, penugem abundante, perfil «verde» fresco).
4. Terroir e Características do Cultivo:
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Clima: Subtropical, com marcados traços de montanha. Temperatura média anual — 21°C (nos picos — significativamente mais baixa). Precipitação média anual — 2300 mm — um dos índices mais altos entre as regiões de chá da China. Insolação anual — 1860 horas. Nevoeiro — mais de 200 dias por ano. Do 4º ao 9º mês lunar (aproximadamente maio–outubro) as nuvens cobrem o sol, restando apenas 4–5 horas de insolação por dia — uma «寡日照» (guǎ rìzhào, «baixíssima insolação») extrema mesmo para o nebuloso Guǎngdōng. A amplitude térmica diária é significativa. As geadas de inverno chegam cedo, o calor do verão tardiamente, criando um período vegetativo alongado de intensidade moderada.
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Altitude: Núcleo de produção — 915–956 m. Entorno — picos de mil metros: Jiǔlóngzhàng (九龙嶂, Jiǔlóng Zhàng, «Crista dos nove dragões»), Wànshīzhàng (万狮嶂, Wànshī Zhàng, «Crista dos dez mil leões»), Běishānzhàng (北山嶂, Běishān Zhàng, «Crista da montanha do norte»). Os picos criam um «anfiteatro» natural que retém umidade e nevoeiro.
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Solos: Franco-arenosos vermelho-amarelados (黄红砂壤土, huánghóng shā rǎng tǔ) sobre granitos e quartzitos intemperizados do período Yànshān (燕山期花岗岩、石英岩风化). pH 5,5–6,5 — acidez ótima. A rocha-mãe também inclui arenitos púrpura (紫色砂岩). Matéria orgânica abundante, cobertura vegetal predominantemente de fetos (蕨草).
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Ecologia: Núcleo — zona de proteção de recursos hídricos. Num raio de dezenas de quilômetros, nenhuma fonte de poluição. Os rios nascem a altitudes de 1050 m (九龙嶂, 北山嶂). Adubos químicos e pesticidas são proibidos.
5. Tecnologia de Produção:
Técnica hakka autoral «二炒二揉» (èr chǎo èr róu, «dupla torra — dupla enroladura») — patrimônio cultural imaterial de Méizhōu (desde 2014). O ciclo duplo de torra e enroladura garante profundidade de sabor e a formação da «melodia de montanha» (山韵, shānyùn). Todo o processo é executado com utensílios de bambu e madeira (竹制器具, zhúzhì qìjù) — o contato da folha com metal é excluído durante todo o processamento, o que impede a oxidação catalítica dos polifenóis e preserva a pureza do sabor.
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Espalhamento (摊晾, tān liáng): Os brotos recém-colhidos são dispostos em camada fina em bandejas de bambu. Tempo — 2–4 horas, conforme a umidade. Redução inicial da turgidez e início da formação do aroma.
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Primeira torra — «matar o verde» (杀青, shāqīng): Caldeirão de ferro fundido (铁锅, tiě guō), temperatura ~200°C. Método «lançamento + abafamento» (扬焖结合, yáng mèn jiéhé): alternância entre lançamento alto da folha (para rápida evaporação) e pressão contra as paredes do caldeirão (para aquecimento suave). Inativação das enzimas. Tempo — 5–8 minutos.
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Primeira enroladura (初揉, chū róu): A folha é enrolada em recipiente de bambu. Objetivo — ruptura das membranas celulares, início da formação do formato de «sobrancelha». Pressão moderada.
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Segunda torra (初炒, chū chǎo): Novo processamento em alta temperatura no caldeirão. Objetivo — fixação adicional, intensificação do aroma de castanha e da nota de «arroz». Temperatura — 160–180°C.
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Segunda enroladura (复揉, fù róu): Nova modelagem. Pressão mais intensa — compactação da folha, formação final da silhueta de «sobrancelha».
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Torra final com elevação do aroma (复炒提香定型, fù chǎo tíxiāng dìngxíng): Temperatura — 120–140°C. Fixação da forma e «elevação» (提香, tíxiāng) do aroma: a reação de Maillard entre aminoácidos e açúcares gera notas de castanha e de «arroz tostado».
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Secagem (烘干, hōnggān): Ajuste final para umidade ≤5%.
6. Características Organolépticas:
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Aspecto da folha seca: Folhas em formato «sobrancelha» (眉形): densas, levemente curvadas, verde-acinzentadas com penugem visível (灰绿显毫, huī lǜ xiǎn háo). Tamanho médio, homogêneo. No grau superior (árvores centenárias) — folha mais miúda, penugem abundante.
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Aroma da folha seca: De castanha (板栗香, bǎnlì xiāng) — principal, quente e arredondado. «Aroma de arroz tostado» (炒米香, chǎomǐ xiāng) — proveniente do tradicional «trabalho de fogo» (火工, huǒgōng) da dupla torra. Leve nota «de montanha».
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Aroma da infusão: Conjunto castanha-arroz revela-se vivamente, com acréscimo da «melodia de montanha» (山韵, shānyùn) — tom terroir de alta montanha, percebido como uma «sombra» mineral fresca por trás do «corpo» quente de castanha. Persistência — 5–7 infusões para o chá de alta montanha.
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Sabor: Doce-suave (甘醇, gān chún) — a doçura é percebida desde a primeira infusão. Fresco (鲜爽, xiān shuǎng). Denso e intenso (浓强, nóng qiáng) — o alto teor de sólidos solúveis e polifenóis (33,83%) confere «corpo» perceptível. Retorno da doçura persistente, com prolongada «melodia de garganta» (喉韵绵长, hóuyùn miáncháng) — o aftertaste é sentido profundamente na garganta, não apenas na língua.
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Cor da infusão: Verde-azulada, transparente, com leve tom amarelo à luz (青绿透亮略带微黄, qīnglǜ tòuliàng lüè dài wēi huáng). Límpida, sem turbidez.
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Folha infundida (fundo da xícara): Macia, tenra, homogênea, «viva» (柔软幼嫩、匀整鲜活, róuruǎn yòunèn, yúnzhěng xiānhuó). As folhas abrem-se completamente, mantendo a integridade — sinal de enroladura manual cuidadosa.
7. Composição Química:
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Polifenóis (茶多酚): 33,83% — índice elevado, substancialmente acima da média para chá verde (~18–25%). Explica-se pela combinação do cultivar wūlóng de folha pequena (geneticamente predisposto a alto teor de catequinas) e do clima subtropical com chuvas abundantes. Principais catequinas: EGCG, ECG, EGC.
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Aminoácidos (氨基酸): ≥3,10%. L-teanina — componente principal. Teor inferior ao de chás «setentrionais» (Yíméng Yǔ Yá, Rìzhào), mas suficiente para formar um perfil «fresco» expressivo. A relação polifenóis/aminoácidos (~10:1) desloca-se para os polifenóis — daí o caráter «mais intenso» e «mais denso» do sabor.
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Cafeína (咖啡碱): Estimativamente 3,5–4,5% — elevada, típica da matéria-prima de wūlóng de folha pequena.
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Flúor (氟): Teor aumentado — proteção do esmalte dentário. Os arbustos de chá em solos graníticos ácidos acumulam flúor das águas subterrâneas.
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Vitaminas: C, B₁, B₂, E, K, β-caroteno.
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Minerais: K, Mg, Mn, Zn, Fe, F.
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Compostos aromáticos: O aroma de castanha e de «arroz» é formado por pirazinas (2-etil-3,5-dimetilpirazina e outras) e derivados furânicos — resultado da dupla torra e da reação de Maillard. A «melodia de montanha» (山韵) é um conjunto complexo de terpenoides acumulados sob insolação extremamente baixa (4–5 horas/dia).
8. Propriedades Benéficas:
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Poderosa ação antioxidante: Polifenóis 33,83% — um dos índices mais altos entre chás verdes. O EGCG neutraliza radicais livres, reduz o estresse oxidativo, protege o DNA de danos.
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Efeito tonificante: Cafeína elevada (~3,5–4,5%) proporciona tônus expressivo; a L-teanina suaviza o pico «nervoso», formando uma «disposição limpa».
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Proteção do esmalte dentário: O teor aumentado de flúor previne a desmineralização do esmalte e inibe o crescimento de bactérias cariogênicas.
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Suporte cardiovascular: As catequinas melhoram a função endotelial, auxiliam na normalização da pressão arterial.
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Suporte ao metabolismo lipídico: O EGCG estimula a oxidação de ácidos graxos, reduz o nível de LDL.
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Ação anti-inflamatória: Os polifenóis suprimem a expressão de citocinas pró-inflamatórias.
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Funções cognitivas: A L-teanina estimula ondas alfa cerebrais, melhorando a atenção e a memória operacional.
9. Preparo:
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Temperatura da água: 80–85°C.
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Quantidade de chá: 3 g para 100 ml (gàiwǎn) ou 3 g para 200 ml (copo de vidro).
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Utensílios:
- Gàiwǎn (盖碗): Ideal para controlar a extração e observar a «melodia de montanha» em infusões sucessivas.
- Copo de vidro (玻璃杯): Para observar os «brotos que ficam em pé» (芽叶竖立, yá yè shù lì) e apreciar a cor da infusão.
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Procedimento (gàiwǎn):
- Aquecer gàiwǎn e chá hǎi com água fervente.
- Colocar 3 g de chá. Lavagem rápida — 5 segundos, descartar.
- Primeira infusão — 20 segundos.
- Cada infusão seguinte — +5 segundos.
- Suporta 6–8 infusões. A «melodia de montanha» é mais expressiva nas 3ª a 5ª infusões.
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Procedimento (copo de vidro):
- Aquecer o copo.
- Colocar 3 g de chá, verter água (80°C).
- Deixar em infusão por 3 minutos. Observar os «brotos que ficam em pé» — o posicionamento vertical das folhas indica matéria-prima de qualidade.
- Suporta de 3 a 4 adições de água.
10. Armazenamento:
- Condições: Embalagem hermética, refrigerador a 0–5°C.
- Chá novo: «Descanso» de 7 dias após a produção.
- Após aberto: Consumir em até 10 dias — o aroma de castanha e arroz, formado pela dupla torra, é mais estável que o de muitos chás verdes, mas ainda assim sujeito à oxidação.
- Inimigos do chá: Umidade, luz, calor, odores externos.
- Prazo de validade: Em embalagem lacrada a 0–5°C — até 18 meses.
11. Preço e Falsificações:
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Referências de preço:
- «Nuvem» de alta montanha (900+ m, árvores centenárias) — a partir de 120 yuans/500 g; lotes premium — até 3000 yuans/jīn (6000 yuans/kg).
- Média montanha (700–900 m) — 80–120 yuans/500 g.
- Baixa montanha (<700 m) — 40–80 yuans/500 g.
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Como evitar falsificações:
- Adquira com a rotulagem de Indicação Geográfica «马图绿茶».
- O autêntico Mǎtú Lǜchá apresenta folhas em formato «sobrancelha», verde-acinzentadas com penugem. Folhas grandes, soltas ou excessivamente escuras indicam substituição.
- Verifique o aroma: de castanha e arroz, persistente, com nota «de montanha». A ausência do tom de «arroz» é suspeita (indica torra única).
- A infusão — verde-azulada, transparente. Turbidez ou tom amarelo-escuro são desvios.
- Mǎtú Lǜchá é um chá relativamente acessível; preços suspeitamente altos (acima de 3000 yuans/500 g) podem indicar especulação, e preços suspeitamente baixos (<40 yuans/500 g) indicam falsificação.
12. Fatos Interessantes:
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Zhū Dé e os 10 kg de sementes. Em 1929, o marechal Zhū Dé presenteou a aldeia de Mǎtú com um saco de sementes de wūlóng de folha pequena, trazidas do oeste de Fújiàn — um dos raros episódios na história em que uma marca de chá está diretamente ligada a um fato concreto da biografia de um comandante do Exército Vermelho. As sementes destinavam-se a Jǐnggāngshān, mas Zhū Dé, vendo a pobreza da aldeia montanhosa, decidiu deixá-las com os camponeses hakka.
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«Chá do Exército Vermelho» (红军茶). Nome oficial secundário de Mǎtú Lǜchá — chá «que brotou das sementes da revolução». Até hoje a empresa «Mǎtú Cháyè» lança anualmente a série «红军茶», e na aldeia entoa-se a canção «Erga uma xícara de chá de Mǎtú» (《敬你一杯马图茶》), transmitida pela primeira vez pela Rádio Central do Povo na década de 1970.
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Mais de 100 000 árvores centenárias. Um dos maiores maciços de plantas de chá antigas de Guǎngdōng. As árvores crescem a altitudes de 700–1000 m, nas encostas da «Crista dos nove dragões» (九龙嶂). Reserva genética de valor excepcional.
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4–5 horas de sol por dia. Do 4º ao 9º mês lunar, as nuvens encobrem o sol, restando apenas 4–5 horas de insolação — uma «寡日照» extrema para o subtropical Guǎngdōng. Esse regime suprime a conversão fotossintética de teanina em catequinas, paradoxalmente elevando a «frescor» do chá apesar do alto teor de polifenóis.
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«Dupla torra — dupla enroladura» e bambu. A técnica «二炒二揉» — ciclo duplo de torra e enroladura — garante profundidade de sabor e a «melodia de montanha». Todo o processo é executado com utensílios de bambu — o contato da folha com metal é excluído, tal como na tecnologia de Rénhuà Yínháo (仁化银毫), também de Guǎngdōng.
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«Planalto de Méizhōu» (梅州高原). Mǎtú é chamada de «planalto elevado de Méizhōu» (梅州高原) — a altitude média da aldeia (700 m) faz dela um dos pontos mais altos da vasta bacia de Méizhōu, e os picos de mil metros ao redor criam um microclima sem análogos na região.
13. Comparação com outros chás verdes:
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Rénhuà Yínháo (仁化银毫, Rénhuà Yínháo): Outro chá verde de Guǎngdōng com Indicação Geográfica (de Sháoguān). Também produzido com utensílios de bambu, sem contato com metal. Entretanto, Rénhuà Yínháo é do cultivar Bái Máo Chá (白毛茶), com penugem abundante e perfil mais «fresco». Mǎtú Lǜchá é do wūlóng de folha pequena, com aroma de castanha e arroz e «melodia de montanha».
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Yánxī Shān Báimáojiān (沿溪山白毛尖, Yánxī Shān Báimáojiān): Chá verde de Guǎngdōng, de Rénhuà, conhecido pela farta penugem branca e pela infusão «verde-jade». Perfil mais delicado e «fresco». Mǎtú Lǜchá é mais «encorpado», com expressivo caráter «tostado» da dupla torra.
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Méixiàn Lǜchá (梅县绿茶, Méixiàn Lǜchá): «Compatriota» do mesmo Méizhōu (condado de Méixiàn). De variedades locais de folha pequena e do cultivar Jīnxuān. Obteve IG em 2020. Contexto hakka semelhante, mas sem a história «revolucionária» e sem o maciço de árvores centenárias.
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Láoshān Lǜchá (崂山绿茶, Láoshān Lǜchá): Chá verde «do norte», de Shāndōng, para contraste. Ambos são chás de nuvem de alta montanha com aroma de castanha, mas Láoshān está a 35° N, em clima temperado, enquanto Mǎtú está a 24° N, nos subtrópicos. Diferença nos polifenóis: Mǎtú — 33,83% (subtropical), Láoshān — significativamente mais baixo (latitudes setentrionais retardam a síntese de catequinas).
Conclusão:
Mǎtú Lǜchá é um chá de dupla linhagem: «vermelha» — das sementes do marechal Zhū Dé, doadas à aldeia hakka em 1929 — e «verde» — das mais de 100 000 árvores centenárias a 956 m de altitude, entre as nuvens da «Crista dos nove dragões». «Dupla torra — dupla enroladura» com utensílios de bambu, aroma de castanha e arroz com «melodia de montanha» e polifenóis a 33,83% formam a receita de um chá que se pode não apenas beber, mas também «tocar»: as árvores centenárias ainda estão de pé em Mǎtú, e a canção «Erga uma xícara de chá de Mǎtú» ainda ressoa na aldeia onde os camponeses hakka dão continuidade à obra iniciada pelo marechal há quase um século.