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Máoshān Qīng Fēng
Máoshān qīng fēng · 茅山青锋
Máoshān Qīng Fēng (茅山青锋, Máoshān qīng fēng) — «Lâmina Verde da Montanha Maoshan» — é um chá verde plano e torrado proveniente do distrito de Jīntán (金坛区, Jīntán Qū), na cidade de Chángzhōu (常州市, Chángzhōu Shì), província de Jiāngsū.
Máoshān Qīng Fēng (茅山青锋, Máoshān qīng fēng) — «Lâmina Verde da Montanha Maoshan» — é um chá verde plano e torrado proveniente do distrito de Jīntán (金坛区, Jīntán Qū), na cidade de Chángzhōu (常州市, Chángzhōu Shì), província de Jiāngsū. O chá recebe o nome da sagrada montanha taoista Maoshan (茅山, Máoshān, 372,5 m) — uma das «três grandes montanhas do taoismo» (道教三山, Dàojiào Sān Shān), centro histórico da escola Shàngqīng (上清派, Shàngqīng Pài, «Escola da Pureza Suprema»). O formato da folha é reto, achatado, «挺直如剑» (tǐngzhí rú jiàn, «reto como a lâmina de uma espada») — daí «Qīng Fēng» (青锋, «Lâmina Verde»). O chá foi criado em 1982 na estatal Fábrica de Chá Máolù (国营茅麓茶场, Guóyíng Máolù Cháchǎng) e em 1990 recebeu a Medalha de Prata pela Qualidade Nacional (国家银质奖, Guójiā Yínzhì Jiǎng), e em 1995 a Medalha de Ouro Nacional (国家金奖). Em 2023, a paisagem chazeira «Mar de Chá de Maoshan» (茅山茶海, Máoshān Chá Hǎi) foi incluída na primeira lista das «Grandes Montanhas de Chá da China» (中国大美茶山, Zhōngguó Dà Měi Chá Shān).
1. Classificação e Origem:
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Tipo: Chá verde (绿茶, lǜchá), não fermentado. Chá verde de folha plana torrada (扁形炒青绿茶, biǎnxíng chǎoqīng lǜchá). Formato «de espada» (挺直如剑): achatado, retilíneo, com abundante penugem branca. Grau de fermentação — 0%.
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Categoria: Produto de Indicação Geográfica da RPC (国家地理标志产品, Guójiā Dìlǐ Biāozhì Chǎnpǐn). Medalha de Prata pela Qualidade Nacional (国家银质奖, 1990). Medalha de Ouro Nacional (国家金奖, 1995). Medalha de Ouro da Exposição Internacional Agrícola da China (中国国际农产品交易会金奖, 2015). «Grande Montanha de Chá da China» (中国大美茶山, 2023 — paisagem «Mar de Chá de Maoshan»). O núcleo da produção situa-se no Parque Geológico Nacional de Maoshan (茅山国家地质公园, Máoshān Guójiā Dìzhì Gōngyuán). Valor da marca — 8,02 mil milhões de yuans (avaliação da Universidade de Zhejiang, 2015).
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Origem: China, província de Jiāngsū (江苏省, Jiāngsū Shěng), cidade de Chángzhōu (常州市, Chángzhōu Shì), distrito de Jīntán (金坛区, Jīntán Qū). Na região existem cerca de 60 empresas chazeiras numa área total de aproximadamente 4,1 mil mu (≈273 hectares). Núcleo — vila de Máolù (茅麓镇, Máolù Zhèn).
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Coordenadas geográficas: Aproximadamente 31°45′ N, 119°33′ E.
2. História e Significado Cultural:
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Dinastia Sui — início da chazeiricultura. A tradição chazeira de Jīntán remonta à dinastia Suí (隋朝, 581–618). Maoshan é uma das mais antigas zonas de chá da província de Jiāngsū. Já na primeira metade do século XX a fábrica Máolù (茅麓公司) era conhecida pelo chá «Qíqiāng» (旗枪茶, Qíqiāng Chá, «Chá da Bandeira e da Lança») — um chá verde plano popular nos mercados de Xangai, Nanquim e cidades ao longo da linha Xangai–Nanquim. O marechal Chén Yì (陈毅) oferecia o especialmente elaborado «Qíqiāng» da fábrica Máolù como presente diplomático a embaixadores estrangeiros.
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Criação (1982). No início da década de 1980, mais de vinte especialistas do setor chazeiro da província de Jiāngsū, em conjunto com funcionários da estatal Fábrica de Chá Máolù, realizaram um trabalho de três anos para aperfeiçoar a tecnologia tradicional do «Qíqiāng». O resultado foi um novo chá, que recebeu o nome de «Máoshān Qīng Fēng»: «Máoshān» (茅山) — em honra da montanha sagrada taoista; «Qīng Fēng» (青锋) — «Lâmina Verde» — descrição do característico formato de espada da folha.
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Reconhecimento. 1983 — «Produto de Excelência da Província de Jiāngsū» (江苏省优质产品). 1990 — Medalha de Prata pela Qualidade Nacional (国家银质奖) — uma das mais altas distinções para a produção chazeira da RPC. 1995 — Medalha de Ouro Nacional (国家金奖). Nesse mesmo ano o distrito de Jīntán recebeu o título de «Pátria do Chá Verde da China» (中国绿茶(名茶)之乡, Zhōngguó Lǜchá (Míngchá) zhī Xiāng). 2015 — Medalha de Ouro da Exposição Internacional Agrícola da China. 2023 — inclusão na lista «中国大美茶山».
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Significado cultural. Maoshan é uma das «três grandes montanhas do taoismo» (道教三山), local de fundação da escola Shàngqīng (上清派, «Escola da Pureza Suprema»), uma das tradições taoistas mais antigas e influentes da China. Jīntán era historicamente considerado o «oitavo céu em caverna, a primeira terra afortunada» (第八洞天, 第一福地) na cosmologia taoista. Os jardins de chá situados nas encostas da montanha sagrada carregam a aura espiritual de séculos de tradição taoista. O «Mar de Chá de Maoshan» (茅山茶海) é uma paisagem pitoresca onde dezenas de empresas chazeiras formam um «mar verde» tendo como pano de fundo antigos templos e mosteiros taoistas: Qiānyuánguān (乾元观, único mosteiro taoista feminino da província de Jiāngsū), Yuányángguān (元阳观) e outros.
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Análise do nome do chá. 茅山 (Máoshān) — montanha Maoshan, assim chamada em honra dos três irmãos Mao (茅氏三兄弟), eremitas taoistas da era Han que alcançaram a imortalidade nessa montanha. 青锋 (Qīng Fēng) — «Lâmina Verde»: 青 — «verde, jovem»; 锋 — «lâmina, gume» — alusão ao formato de espada da folha. Significado poético completo: «Lâmina Verde da Montanha Sagrada de Mao».
3. Descrição Botânica e Matéria-Prima:
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Espécie: Camellia sinensis var. sinensis.
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Cultivar: Máoshān Qúntǐzhǒng (茅山群体种, Máoshān Qúntǐzhǒng) — cultivar populacional local, de folha média e pequena, resistente ao frio, bem adaptada às condições do clima subtropical setentrional de Jiāngsū. Caracteriza-se pelo alto teor de aminoácidos e pela pronunciada delicadeza dos gomos com abundante penugem branca.
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Colheita: Colheita de primavera, antes ou durante o Gǔyǔ (谷雨, Gǔyǔ, «Chuvas de Cereais», por volta de 20 de abril). O grau superior é colhido antes do Qīngmíng (清明, Qīngmíng, cerca de 5 de abril). Padrão de colheita: um gomo + uma folha (一芽一叶, yī yá yī yè). A matéria-prima colhida deve ser homogénea em tamanho e ternura, sem folhas purpúreas e sem brotos danificados por pragas.
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Graus:
- Superior (特级, tèjí): Gomo completo ou um gomo + uma folha no início da abertura (一芽一叶初展). Penugem cobre ≥90% da superfície da folha. Para produzir 1 kg do grau superior são necessários cerca de 90 000 gomos — um indicador comparável ao de chás verdes de elite como Lǜ Yáng Chūn (绿扬春) do vizinho Yángzhōu. Preço — a partir de 1000 yuans por 500 g.
- Primeiro (一级, yī jí): Um gomo + uma folha (一芽一叶). Formato uniforme, achatado, com penugem visível.
- Segundo (二级, èr jí): Um gomo + duas folhas (一芽二叶). As folhas são um pouco maiores, o aroma menos refinado.
4. Terroir e Características de Cultivo:
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Clima: Monçónico subtropical setentrional. Temperatura média anual — 15,3 °C. Precipitação anual — 1063,5 mm. A nebulosidade constante e os nevoeiros frequentes proporcionam luz difusa, o que favorece o acúmulo de aminoácidos e reduz o amargor da folha. Humidade relativa do ar — ≥80%.
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Altitude: Montanha Maoshan — 372,5 m (baixa pelos padrões do chá de altitude elevada; contudo, a nebulosidade constante e o microclima específico do geoparque compensam a altitude relativamente modesta).
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Solos: Xiàshǔ Huángzōng Rǎngtǔ (下蜀黄棕壤土, Xiàshǔ Huángzōng Rǎngtǔ, «Solos amarelo-acastanhados de Xiashu»). pH 4,5–5,5 — reação levemente ácida, ideal para o chazeiro. Solos profundos, férteis, ricos em matéria orgânica. Um tipo de solo análogo é característico do distrito vizinho de Jīntán, onde é produzido o Jīntán Quèshé (金坛雀舌).
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Ecologia: Os jardins de chá situam-se dentro do Parque Geológico Nacional de Maoshan. A cobertura florestal na zona de produção é de 38,5% (segundo alguns dados, no núcleo da zona chazeira é de até 55%). A ausência de instalações industriais garante poluição zero. Os jardins de chá são certificados como «produto inócuo» (无公害食品) e «produto verde» (绿色食品); parte das explorações obteve certificação orgânica.
5. Tecnologia de Produção:
Tecnologia semimanual-semiautomática (半手工半机械, bàn shǒugōng bàn jīxiè), mecanização — cerca de 50%. A tecnologia remonta às técnicas tradicionais de fabricação do «Qíqiāng» (旗枪茶), aperfeiçoadas durante décadas e formalizadas aquando da criação do «Qīng Fēng» em 1982.
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Murcha (摊放, tānfàng): A matéria-prima colhida é disposta uniformemente em peneiras de bambu num local arejado durante 4 horas. Durante este tempo a humidade superficial da folha evapora-se e inicia-se uma ligeira hidrólise das proteínas com libertação de aminoácidos, que estabelece a base para o sabor fresco de umami.
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«Fixação do verde» com modelação simultânea (杀青 + 整形, shāqīng + zhěngxíng): Etapa chave, executada manualmente. O mestre aplica quatro movimentos característicos: «liáo» (撩, recolher), «dǒu» (抖, sacudir), «tuō» (托, apoiar), «tǐng» (挺, endireitar). O conjunto destes movimentos confere a forma inicial «de lâmina» à folha e inativa rapidamente as oxidases, fixando a cor verde e o aroma fresco.
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Arrefecimento (摊凉, tānliáng): Após a torra o chá é disposto numa camada fina para arrefecer e redistribuir a humidade residual entre a superfície e o interior da folha.
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«Huīguō» — torra final com modelação (辉锅, huīguō): Torra lenta a baixa temperatura (40–55 °C) com modelação simultânea — «lǐtiáo yābiǎn» (理条压扁, lǐtiáo yābiǎn, «alinhar a banda + achatar»). É esta a etapa crítica que confere a forma final «de espada»: as folhas tornam-se idealmente planas, retilíneas e brilhantes. O regime de temperatura é «先低后高» (primeiro baixa, depois crescente), com controlo exato da pressão: uma força excessiva torna a folha demasiado larga e plana; uma força insuficiente deixa-a frouxa e incompletamente aberta.
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Acabamento (精制, jīngzhì): «Gēmò bōpiàn» (割末簸片, gēmò bōpiàn) — corte de migalhas e separação por ventilação. Removem-se pequenos fragmentos, pó e folhas fora do padrão. Humidade final — ≤6%.
6. Características Organolépticas:
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Aparência da folha seca: «Lâminas» planas e retilíneas (扁平挺直如剑, biǎnpíng tǐngzhí rú jiàn). Cor — verde com brilho oleoso (绿润, lǜrùn). Superfície uniformemente coberta de penugem branca (显毫, xiǎnháo). Folhas homogéneas em tamanho e forma, sem fragmentos nem pó.
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Aroma da folha seca: Limpo, fresco, com notas de vegetação jovem e um leve toque de feijão, característico dos chás verdes planos torrados de Jiāngsū.
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Aroma da infusão: Limpo (清香, qīngxiāng), elevado e fresco (高爽, gāoshuǎng). Persistente, revelando-se em várias camadas: inicial — vegetação fresca, média — um leve tom de castanha, final — uma delicada doçura floral. O aroma mantém-se ao longo de várias infusões.
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Sabor: Fresco (鲜爽, xiānshuǎng) e encorpado (醇厚, chúnhòu). Pronunciado umami (鲜, xiān), decorrente do elevado teor de aminoácidos. Retorno doce (回甘, huígān) — suave e prolongado. Amargor e adstringência são mínimos quando a infusão é correta. Final de boca — limpo, com uma ligeira sensação refrescante.
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Cor da infusão: Verde, transparente e brilhante (绿明, lǜmíng), com um leve tom amarelado. Transparência elevada.
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Fundo da chávena (folha já infundida): Verde tenro, homogéneo (嫩绿匀整, nèn lǜ yún zhěng). As folhas abrem-se completamente, conservando a integridade e a elasticidade.
7. Composição Química:
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Polifenóis (茶多酚, chá duōfēn): Teor — 15–20% da massa seca (intervalo característico para chás verdes tenros de primavera dos subtrópicos setentrionais). A principal fração são as catequinas (儿茶素, ér chá sù), predominantemente a epigalocatequina-3-galato (EGCG), de ação antioxidante pronunciada. O nível moderado de polifenóis (inferior ao dos chás de folha grande do sul) assegura um sabor suave, não agressivo, sem amargor expressivo.
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Aminoácidos (氨基酸, ānjīsuān): Teor elevado — resultado do clima subtropical setentrional, da nebulosidade constante e dos solos ácidos amarelo-acastanhados. O principal componente é a L-teanina (茶氨酸, chá ānjīsuān), que constitui cerca de metade da totalidade dos aminoácidos livres. A L-teanina é responsável pelo sabor umami (鲜味) e pela doçura suave e relaxante. A relação polifenóis/aminoácidos (酚氨比, fēn’ān bǐ) é reduzida, o que constitui um marcador de chá verde de primavera de alta qualidade, com frescura pronunciada e mínimo amargor.
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Cafeína (咖啡碱, kāfēi jiǎn): 2–3% da massa seca — nível típico para chás verdes. Proporciona um efeito tonificante moderado, suavizado pela presença de L-teanina.
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Flúor (氟, fú): Teor elevado — característica típica dos chás dos solos amarelo-acastanhados de Jīntán. Contribui para o fortalecimento do esmalte dentário e a prevenção da cárie.
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Vitaminas: Vitamina C (ácido ascórbico) — conserva-se em quantidade significativa graças à fermentação mínima. Vitaminas do grupo B (B1, B2), vitamina E (tocoferóis).
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Minerais: Potássio, cálcio, magnésio, ferro, manganês, zinco, selénio (em quantidades vestigiais, dependentes da parcela concreta).
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Óleos essenciais (芳香物质, fāngxiāng wùzhì): Responsáveis pelo característico aroma limpo «qīngxiāng» (清香). Principais componentes — linalol, geraniol, cis-3-hexenol (aroma de relva acabada de cortar).
8. Propriedades Benéficas:
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Ação antioxidante. As catequinas (especialmente a EGCG) neutralizam os radicais livres, retardando os processos de envelhecimento celular e reduzindo o risco de doenças crónicas.
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Fortalecimento de dentes e gengivas. O elevado teor de flúor, em combinação com as catequinas, exerce uma ação preventiva contra a cárie e as doenças inflamatórias da cavidade oral.
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Efeito tonificante. A cafeína, em associação com a L‑teanina, proporciona uma vitalidade suave e prolongada, sem picos bruscos nem subsequente «queda» — o chamado «tónus do chá» (茶醉, chá zuì, em sentido positivo).
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Suporte das funções cognitivas. A L‑teanina estimula a produção de dopamina e das ondas alfa cerebrais, melhorando a concentração, a memória e a capacidade de aprendizagem.
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Suporte do sistema cardiovascular. Os polifenóis do chá contribuem para a redução do nível de colesterol «mau» (LDL) e para a melhoria da elasticidade dos vasos sanguíneos.
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Suporte da digestão. Os taninos e as catequinas estimulam o peristaltismo, auxiliam na decomposição das gorduras e na normalização da microbiota intestinal.
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Suporte da visão. A vitamina C e os carotenoides, conservados graças ao processamento suave, contribuem para a proteção da retina contra o stress oxidativo.
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Ação antibacteriana. As catequinas e os polifenóis inibem o crescimento de bactérias patogénicas, incluindo Staphylococcus aureus e Streptococcus mutans (principal agente da cárie).
9. Preparo da Infusão:
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Temperatura da água: 80–85 °C. Não utilizar água a ferver — uma temperatura demasiado elevada extrai polifenóis em excesso, conferindo amargor à infusão e mascarando o aroma delicado.
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Quantidade de chá: 3 g para 150 ml de água (proporção 1:50).
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Utensílio: Copo de vidro transparente — padrão para o «Qīng Fēng». É digno de nota que a norma técnica do chá indica uma transparência do vidro recomendada de ≥91,5%, o que sublinha o valor estético da observação das «lâminas» que descem lentamente na água. Também é adequado um gàiwǎn (盖碗, gàiwǎn) de porcelana para um preparo mais controlado.
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Processo:
- Aquecer o copo ou gàiwǎn com água quente, deitar fora.
- Colocar 3 g de chá.
- Aplicar o método de «dupla infusão» (两次沏泡法, liǎng cì qīpào fǎ): verter aproximadamente ¼ do volume de água (80–85 °C), deixar as folhas impregnarem-se durante 30 segundos — nesta fase as «lâminas» começam a abrir-se lentamente.
- Completar o volume com água em «jato alto» (高冲, gāochōng) — a elevação do bule cria turbulência que liberta o aroma.
- Primeira infusão — infundir 5 segundos.
- Infusões seguintes — acrescentar 5–10 segundos a cada uma. O chá suporta até 5 infusões, revelando gradualmente a doçura e a suavidade.
10. Armazenamento:
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«Repouso» após a produção. Recomenda-se deixar o chá fresco repousar 10–15 dias à temperatura ambiente (退火, tuìhuǒ, «dissipação do calor»), para que o excesso de «ardência» da torra se dissipe e o aroma estabilize.
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Armazenamento principal. Após o período de «repouso» — embalagem hermética (com vácuo ou atmosfera de azoto) e conservação no frigorífico a 0–5 °C. Proteger da luz, da humidade, dos odores estranhos e do oxigénio — os quatro principais «inimigos» do chá verde.
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Prazo de validade. Em condições adequadas — até 12–18 meses. Depois de aberta a embalagem — consumir no prazo de 1–2 meses. O chá descongelado não pode ser congelado de novo.
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Recipiente. É preferível a folha de alumínio com camada interior de polietileno, ou latas de metal com tampa hermética. O vidro só é aceitável se o armazenamento for em total escuridão.
11. Preço e Falsificações:
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Intervalo de preços. Grau Superior (特级) — a partir de 1000 yuans por 500 g (≈140 dólares americanos). Primeiro grau — 400–800 yuans por 500 g. Segundo grau — 100–300 yuans por 500 g. No mercado retalhista o «Qīng Fēng» de consumo corrente está disponível a partir de 100 yuans por 500 g, o que o torna um dos chás verdes de qualidade mais acessíveis de Jiāngsū. Fatores que influenciam o preço: época de colheita (o anterior ao Qīngmíng é significativamente mais caro), grau da matéria-prima, reputação da exploração.
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Como evitar falsificações:
- Compre com a marca GI. O chá autêntico ostenta o rótulo «茅山青锋» (indicação geográfica). Principais produtores certificados: Fábrica de Chá Máolù (茅麓茶场), Fānglù (方麓茶场), Xīnpǐn (鑫品茶业) e outros.
- Verifique a aparência. O autêntico «Qīng Fēng» apresenta «lâminas» uniformes, planas e retilíneas, do mesmo tamanho, com penugem branca evidente e brilho verde‑oleoso. As falsificações são frequentemente heterogéneas na forma e baças.
- Verifique o aroma. O chá verdadeiro tem um aroma limpo, elevado e fresco, sem notas de mofo, erva ou «forno».
- Verifique a infusão. A infusão deve ser transparente, verde com um leve tom amarelado. Uma infusão turva ou escura é indício de processamento incorreto ou de falsificação.
- Verifique o preço. Um preço suspeitosamente baixo para o «grau superior» (menos de 500 yuans por 500 g) é motivo para duvidar da autenticidade.
12. Curiosidades:
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Montanha sagrada taoista. Maoshan é uma das «três grandes montanhas do taoismo» (juntamente com Lónghǔshān em Jiāngxī e Qīngchéngshān em Sìchuān), local de fundação da escola Shàngqīng (上清派, «Escola da Pureza Suprema»), formada no século IV. Os jardins de chá nas encostas da montanha abasteceram durante séculos os templos e mosteiros taoistas. O distrito de Jīntán é considerado o «oitavo céu em caverna, a primeira terra afortunada» na geografia taoista.
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90 000 gomos para 1 kg. Para o grau superior são necessários cerca de 90 000 tenros gomos do início da primavera por quilograma de chá acabado — uma exigência de mão de obra comparável à de chás verdes de elite como o Lǜ Yáng Chūn (绿扬春) do vizinho Yángzhōu e o Jūnshān Yínzhēn (君山银针) de Húnán.
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«Mar de Chá de Maoshan» — «Grande Montanha de Chá da China» (2023). A paisagem «茅山茶海» passou a fazer parte da primeira lista «中国大美茶山» — o registo nacional de paisagens chazeiras notáveis. É o primeiro objeto deste tipo da província de Jiāngsū.
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«Qíqiāng» antes de 1949 e o marechal Chén Yì. Antes da criação do «Qīng Fēng», a fábrica Máolù era famosa pelo «Chá da Bandeira e da Lança» (旗枪茶) — antecessor do chá moderno. O marechal Chén Yì oferecia pessoalmente o «Qíqiāng» a diplomatas estrangeiros, observando: «O meu chá é diferente dos outros — deite primeiro a água, depois coloque as folhas».
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Chá do parque geológico nacional. O Máoshān Qīng Fēng é um dos poucos chás na China cuja área de produção se encontra totalmente dentro dos limites de um parque geológico nacional, o que garante uma excecional pureza ecológica e um terroir geológico único.
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Terra natal do matemático Huà Luógēng. O distrito de Jīntán é a terra natal do grande matemático chinês Huà Luógēng (华罗庚, 1910–1985), que dizia: «Nada é mais aromático do que o chá da terra natal, ninguém é mais próximo do que os conterrâneos» (香,香不过家乡茶;亲,亲不过故乡人) — palavras que se tornaram o lema não oficial da cultura chazeira de Jīntán.
13. Comparação com Outros Chás Verdes Planos:
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Jīntán Quèshé (金坛雀舌, Jīntán Quèshé, «Língua de Pardal do Altar Dourado»). «Vizinho» e «parente» do Qīng Fēng — ambos os chás são do distrito de Jīntán, dos mesmos solos amarelo-acastanhados, muitas vezes das mesmas plantações. Diferença: «Quèshé» é feito de gomos puros sem folha (único gomo), forma mais curta e compacta (como uma «língua de pardal»); «Qīng Fēng» — gomo + folha, mais comprido, em forma de «lâmina». O aroma do «Quèshé» é mais concentrado e doce, mas a persistência ao longo das infusões é menor. O «Quèshé» é mais premium no preço (a partir de 1500 yuans por 500 g para o grau superior).
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Xī Hú Lóng Jǐng (西湖龙井, Xīhú Lóngjǐng). O principal padrão dos chás verdes planos da China. Diferenças: «Lóng Jǐng» — aroma de feijão-castanha, tonalidade verde-amarelada mais pronunciada na infusão, dominante gustativa «doce-castanha»; «Qīng Fēng» — aroma mais fresco e «verde», infusão mais clara, domina o umami. Tecnologia: «Lóng Jǐng» é modelado pela pressão da palma da mão no caldeirão; «Qīng Fēng» — quatro movimentos manuais (liáo, dǒu, tuō, tǐng). Terroir: «Lóng Jǐng» — subtropical Hángzhōu, solos vermelhos ácidos; «Qīng Fēng» — subtrópicos setentrionais de Jiāngsū, solos amarelo-acastanhados.
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Tàipíng Hóu Kuí (太平猴魁, Tàipíng Hóu Kuí). Igualmente um chá verde plano, mas numa escala radicalmente diferente: as folhas do «Hóu Kuí» são grandes, até 7 cm, de duas folhas com gomo; o «Qīng Fēng» apresenta «lâminas» compactas de gomo com uma folha. Perfil gustativo do «Hóu Kuí» — orquidáceo, com adstringência mais marcada; o «Qīng Fēng» — mais limpo, mais delicado, com acento no umami.
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Liù’ān Guāpiàn (六安瓜片, Liù’ān Guāpiàn). Chá verde plano de Ānhuī, único por ser elaborado sem gomos — apenas folhas. Formato — «semente de abóbora». Sabor mais encorpado e «adulto», com uma nota pronunciada de castanha; o «Qīng Fēng», pelo contrário, assenta na ternura e na frescura dos gomos do início da primavera.
Em conclusão:
Máoshān Qīng Fēng — «Lâmina Verde» da montanha sagrada taoista: folhas planas em forma de espada provenientes de 90 000 gomos primaveris por quilograma, medalhas nacionais de prata e ouro, primeiro representante de Jiāngsū nas «Grandes Montanhas de Chá da China». Um chá que une o rigor da forma e a pureza do aroma à aura espiritual de uma das principais montanhas do taoismo — a montanha onde os três irmãos Mao alcançaram a imortalidade e a escola Shàngqīng lançou a tradição da «Pureza Suprema». Para quem aprecia a frescura tenra do umami primaveril, o suave retorno doce e a beleza das «lâminas» que descem lentamente num copo transparente, o Máoshān Qīng Fēng será uma descoberta — acessível, mas não banal; local, mas digno do palco mundial.